quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Queixas de Dr. Manhattan parte 82





Não sei mais o que penso, apenas me queixo - e já cansei de começar textos assim. Sou uma antena, tão sensível que me torno estúpida. Por isso o sentimento de tempos áureos, memórias áureas. Sei apenas olhar para o passado, presente e futuro como geralmente se faz para ter uma percepção das coisas. Acabo influenciável, por tudo que acontece e mais ainda pelo que deixa de acontecer. Esse método divisor de tempos, determinante de commodities, formas, tal volume, tal ombro...

O que acontece eu vejo, vejo e me agonia por saber para onde tende. Por saber que tende sempre ao mais confortável, uma sensatez coletiva irritante. Agora, não existe ruptura, existe continuidade. Pelo medo, pelo 'bem do planeta', pelo medo de nossas tentativas se sobrevivência falharem. E falharão. Porque não sabemos conviver, fato.

Tal ilusão é a coexistência que se busca o mundo edulcorado, fatos congelados em memórias, uma esperança especulada para esconder a falta da verdadeira. Como se traduz? Me proponha um desenho, me faça trabalhar nisso, talvez responda em 2011. Mas não há resposta imediata, o que existem são sugestões imediatas e o mercado e seu tempo correndo. Eu sou a resposta, eu emito o que eu quiser. Odeio ser esse radar, agente facilitador da informação. Seria possível que entendessem uma linguagem Dr. Manhattan?

Estou em Marte, é janeiro de 2014, minha mãe morreu, os jogos começaram, ela está colhendo cereja numa fazenda, é março de 75, 10 segundos, nós brigamos, você vai terminar a conversa chorando...

It's the end but is not the end.

Um comentário:

Unknown disse...

volte a escrever, bein.