segunda-feira, 22 de agosto de 2011

sábado, 20 de agosto de 2011

Parecer de agora


Parece que você fica sem referência sobre o melhor abraço, o melhor gosto e o melhor cheiro do mundo. E sem onde procurar por ele. Sem saída mesmo. Parece. Que olho para os lados e só vejo paredes e muros a perder de vista a altura. Que tenho o mundo todo para andar e estou de pés atados.

Não sei mais onde usar metáforas. Tédio sentimental.

Image: Arina Gordienko http://licc.us/winners/zoom.php?eid=2-11722-10&count=4&cat=


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tu é trash memo!

Não parece não, pela cara séria, máis tú não consegue manter a compostura. Tem a blasézice de vez em quando, o que é o blá blá blá social de sempre: fazer-se aparecer nos locais certos.

Talvez houvesse um cara mais ou igualmente talentoso ao monsieur Dior na década de 1950, mas onde estava ele escondido atrás dos holofotes? Desde então, tudo me parece não mais [somente] a questão de estar no local-certo-na-hora-certa. Esse tipo de mágica ganhou algumas extensões, como se apenas estar lá não adiantasse, mas que houvesse uma forma de colocar esse pó mágico num ventilador, mais do que gritar, mais do que informar e expressar. Expandir, espalhar e jogar fora de controle.

Cá estamos nós até hoje, cá estou eu, usando esse mesmo método infalível desde o século passado. Já é hora de ficar mais quieta, como se não estar nos locais-horas certos é que fosse a minha força! Ou a preguiça mesmo. Aí é que tá a tua trasheira, garota: falta de paciência com a sociedade, e de tolerância talvez.

Não. Não tolero a sociedade. Não quero lutar por ela e não acredito que ela seja a mais bela forma de viver. Reflito? Sim, adoro falar sobre a sociedade, já que não posso escapar dela por enquanto - o que seria uma desistência fatal, já que fugir do problema nunca é o melhor caminho para resolvê-lo/exterminá-lo.

Não é meu caráter ser o personagem do-contra, mas o watcher com tiros certeiros nas dúvidas, nos pontos de vista não explorados, nas literalidades e conotativos das conversas, das interpretações. Sem psicologia nisso, não fui pra esse curso ou pra Antropologia justamente porque sou mais freestyle.

E medo, muito medo do futuro maduro escravo das lembranças da teenage. Dos surtos de irresponsabilidade e da falsa sensação de solidez. Com essa stalkeria, serão mais ou menos lembranças de possibilidades, de observações platônicas e viagens de Bobby quem sabe. Ou talvez agora, aos 85 anos, de Benjamin, vivendo ridiculamente a idade de forma contrária. Aos 16, terei algumas rugas, mas farei várias amizades. Por tal motivo talvez até seja uma velhinha mais interessante e simpática do que hoje =) [ou não, cláudia...]

No fundo, um bom humor me pega - refletindo para quê? olhe-se, afogue-se no reflexo. quem reflete são apenas os espelhos, bonita. Volta e meia me cansa essa desgraça de compartilhamento. Hay de haver muicha paciência para transmitir reflexões, e talvez algo me ajude durante o próximo ano.

1 ano falando de emo, assunto morto. 1 ano tentando partir de algum lugar na história para se olhar para o hoje. um ano ou seis meses, até menos, para encontrar alguma coisa que se possa contrariar ou apropriar na Europa. e achar uma resposta tipo acadêmica para as perguntas "onde estamos? para onde vamos? quando, com quem ou sem quem?" para-quê talvez não se deva perguntar. chegar a um lugar com certeza sim, mas o quanto vagar antes?

Isso não é um vício porque faz bem. Ou é um vício porque não consigo largá-lo, ele próprio não me abandona e me dá prazer? Dependo de mim, e dependo das ações de vocês.

E de novo a loucura da dykewear. E ainda sentar no chão como artista plástico, olhar para o lado e procurar os faapianos para criticar. O misto conflito do subjetivo com o trabalho. Pode? Está então disposta a assumir os riscos nesse ponto da sua vida, aos 85 anos? A assumir a sua própria imagem de incoerência... a trocar a boa música por uma balada menos hetero? São mais possibilidades forçadas a não ocorrerem. Abrindo-se ao mesmo tempo que barrando-se.

Oh, desnecessariamente. Em alguma outra parte do mundo deve haver esse além-do-horizonte com boa música. Talvez esteja aqui mesmo a um palmo do nariz, mas andar para longe também ajuda a procurar. Preciso ir, viajar sozinha de olhos fechados, meio que perdida e meio que achada. Apertar o play e apenas ele. Não significa só dançar conforme a música, ainda posso tocar a minha guitar that gently wheeps.

No fundo, o mundo não é tão grande, as referências são finitas e recicladas, toda a trendy people preza pela mesma cara de excentricidade e nada parece mesmo tão surpreendente. Mas não é possível que ele seja tão pequeno que não valha buscar este meu-lugar - este que toda pessoa mais comum que existe procura, seja com nome de felicidade, amor, alguém ou minha-casa mesmo.

E olhe o tamanho da humanidade, olhe o que chamamos de racionalidade: autodestruição e esperanças em incertezas. A incoerência ataca, o ódio pela humanidade ferve em minhas veias e a sociedade me fere com suas missões, desejos, apostas, etc. Não são desejos de ninguém! Não há como saber por uma voz invisível o que todos os alguéns desejam, não há com falar por eles... invenção (!)

Preciso me enganar às vezes para manter a tolerância. Até quando irei mantê-la? Finjo que tolero as 15 cabeças curiosas no ônibus processando o sinônimo "viado" ao ouvir "emo". Finjo que tolero as picuinhas cotidianas no ambiente profissional, comentários sobre dinheiro, condições de vida e falsas modéstias - no fundo competições. Cumprimentos e bom-dias já não me incomodam, ok. Preciso de muuuuito combustível para tolerar pessoas que não correm atrás das suas próprias conclusões e referências.

A diferença entre tolerância e paciência - Não me deixem virar uma completa intolerante. E não me façam guardar toda essa carga tolerada. Talvez eu continue atrás do holofote mesmo, a não ser que consiga mais um frasco de paciência para espalhar algum desses planos diabó-licos. Potencial e talento? 10. Não é mentira, não é ego. Problemas, vários, sociais, dos mais variados tipos. Se quiser suportar, está desafiado - cada post aqui é um decifragrama meio fake.

A não ser o cabelo sempre de vento e pela sorte de ser liso, mais alguma blusa meio mal pensada, to mais pra 'don't try too hard to be uncool'. Hipster e hype é o caralho. Esforço pra parecer nada, ah te catar. E meu, se a sala ta lotada, senta no chão mesmo, essa aula vale a pena.

saí falando sozinha, um beijo pra quem quiser!