É verdade.
Balança o dinheiro no ar e diz, sádica: quer? quer? vem pegar
Arma, estrela, montanha, coisas
Carinho, dinheiro, montanha de coisas
Carro, gasolina, cheiro de gasolina
Horário, dormir, exercício, trabalho
Lavar roupa
Sorrir
Pedir
Doar
Cuidar
Dor
Tempo
Valor, desastre, moral, destruição
Arma, estrela, montanha, coisas
Aposentadoria
A ponte
Que ponte?
Debaixo, caminho?
Grandes viadutos, estrada
Um saco para dormir
Casulo
Guardar de medo
Da arma
A humanidade
Conflito
Guerra
Ladrão
De acordo com a Tv
Quem é o ladrão
Do que merece
Do que conquista
Do que já foi
Do que será
Do sonho
E do irreversível
Do sonhar sozinho
Do não acreditar
Do sonhar junto
Do sofrer e do evitar a dor
Da pena que vale
Vale?
Mariana, vale
Qualquer lugar, arma
Estrada, construção
Pasto, boi, terra, bala
Mata secundária
Por debaixo triste, terra oca
Cheia de sangue
Ainda sonha
Com milênios
Sem nós
Veneno
Comida
Amar, viver, morrer, matar
Corporalidades na história
Perspectiva eurocêntrica na história da moda
Imaginários de gênero na construção das corporalidades > construção dos padrões de beleza de épocas
Figuras
Vênus
Zeus
Adão
Eva
Figuras agêneras e intersexo em culturas não europeias
Relação da forma corporal da figura (e do imaginário de gênero construído sobre ela) com poder sobre a existência - poder de fecundação - poder de gerar e tirar a vida - poder de despertar desejo - poder de controle social, persuasão
O jovem adolescente só escuta outro jovem. Quem não faz parte do seu clã ou por uma impressão não tem a menor ideia do que o jovem está passando não tem crédito com o jovem. Toda vez que eu disser jovem aqui, estou dizendo de uma forma genérica. Não tem como delimitar uma faixa etária específica, se é uma pessoa que está na puberdade, se tem uma vida adulta, se tem contas pra pagar... o que eu quero dizer com jovem é uma ideia de:
- O jovem se conecta com o jovem
- O jovem necessita de um pertencimento, ao mesmo tempo que também de uma identidade como indivíduo
- Necessita se sentir forte como indivíduo para estabelecer bases de auto estima, auto respeito e amor próprio, frente a novidades e inseguranças da vida em sociedade
- Necessita sentir-se pertencente a um grupo para sentir que suas inseguranças, dúvidas e medos são acolhidos
- Não se conecta com pessoas "do lado de lá" que dizem que seus medos e inseguranças não são válidos, ou são pequenos, e logo vão passar porque afinal, bordões: isto é uma coisa da idade, não é muito, logo você vai ver que isso vai passar. Então automaticamente, sem fazer absolutamente nada, somente com o ganhar de anos, os medos e inseguranças vão sumir, porque eram absolutamente biológicos, hormonais, coisa da puberdade, coisas pequenas que você tem que superar e ponto, fica feio ser um adulto assim.
Se formos pensar numa adolescência delimitada pela puberdade e numa adolescência "tardia" para quem já se desenvolveu fisicamente para o que a biologia considera um humano adulto... Então a adolescência está limitada ao campo do desenvolvimento físico, apenas? Quem apresenta comportamentos típicos do que se afirmam ser comportamentos correspondentes ao de um adolescente, só que depois da puberdade, é "tardio". E se as dúvidas, medos e inseguranças ainda forem os mesmos? Não vai ter nada a ver com puberdade, chuva hormonal, transição física do corpo infantil para o adulto... vai se relacionar com outras mudanças, algumas possivelmente ocorrendo na própria característica física da pessoa, mas se relaciona principalmente com a malha social que a envolve.
Durante a "adolescência ideal", será que essa pessoa pôde viver e resolver todos estes sentimentos e acontecimentos que surgiram? Não seria um tanto pouco tempo para esperar que logo aos 20, 25 anos, já estivesse tudo bem resolvido na saúde física e na psique de todo mundo? Seria esperado então que um adulto não tivesse mais perguntas, mas sim as respostas. Que tenha lido todo o livro da vida já, que contém todas as prescrições de como viver e o que dá certo. E com base em que contextos de vida se espera que a estas e aquelas faixas etárias ocorram estas e aquelas coisas na vida de alguém? E por fim, para que finalidade estas questões que "atrapalham" as vidas serem "resolvidas"? Qual o interesse em colocar um ponto final em discussões e reflexões de identidade, pertencimento social, auto análise e desenvolvimento emocional?
Colocar um ponto final nas questões que surgem todos os dias é colocar um ponto final no conhecimento. É basear o conhecimento apenas na crença. Isto sim é oferecer uma compreensão "tardia" das questões que levantamos diariamente. Pois quanto mais se demora para avanças nelas, mais tempo se passa até que cada indivíduo encontre uma explicação satisfatória para si daquele problema, e não apenas uma resposta a qual foi indicado aceitar, na falta de outra.
O auto retrato na construção das identidades lésbicas e bi.
A ampliação de narrativas lésbicas e bi como fortalecimento do orgulho LGBTQIAP+.
Subjetividades lésbicas e as feminilidades.
E assim por diante...
Meu vizinho que toca berimbau.
Um estacionamento onde as almas depenadas se encontram para uma pausa sem olhares curiosos.
Baratinhas no chão, mortas faz dias.
Água mineral, fogareiro, camping, carro, ver a natureza. Ver fotos e muitas fotos do que se parece com a natureza. Alguma árvore, alguma grama.
Quais são as novidades do dia a dia? Um check-list:
Cama, comida, banheiro, computador.
Whatsapp, atalhos, check-list, itens inclusos, olá.
Segunda terça quarta quinta.
Sábado domingo segunda.
Aquela mancha no teto aumentou.
Aqueles riscos na parede escorreram mais.
Fechou a fatura.
Celular travou.
Me liga daqui a pouco.
Não me liga, tô comendo.
Chega disso hoje!
Tô descendo.
Daqui a pouco tô aí.
Tá fechado.
Tá funcionando?
Não chegou ainda, nem vai chegar, esse dia normal que era um tédio e agora parece um sonho.
Não vai voltar.
Ele ficou lá atrás.
E agora são só outros dias normais de um novo normal difícil de engolir, como um comprimido grande que não cabe na garganta, mas nós engolimos o velho normal sempre, não foi? Todos aqueles velhos dias antes do novo. Engolimos como um remedinho pequeno com um copo de água.
Então, logo a gente se habitua a essa nova marca de normal, com uma dose a cada 12 horas. Precisa tomar seu normal hoje para a vida melhorar. Não perca. Alívio imediato. Café da manhã, almoço e jantar incluso. A entrega é grátis. Vômito de brinde. Leve o anti ácido com desconto. Aproveite e leve o analgésico, para a dor na garganta. Se funcionar, leve mais 5. Se não funcionar, leve 10 pague 15 com esse cupom. Experimente o novo normal. Disponível nas mais caras drogarias. Não espere um comercial mais curto, não vai ter. Temos todas as frases de efeito comercial, uma delas é a perfeita pra você. Volte sempre e continue agonizando conosco.
Então, essas são as novidades.
Confesso que estou confessando ter voltado aqui.
Nesse barril sentimental de ácido.
Fazer mais um drama.
Evitar ir pra cama.
Fazer mais um verso, uma prosa
Conversar com o computador
Brincar de prova
Soltar as palavras
Que não me deixam dormir
Porque não se formam
Elas rodam
Querendo provar algo, no escuro
Adiando o banho
Esperando o sossego tão sonhado
Meu amigo teclado,
Agradeço a companhia
Nesses 300 dias de calor e frio
Procurando alegorias pra entender essa coisa
Que é uma doença nova
Mas bem antiga, bem conhecida
Bem batida
Que é a inércia
A negligência
A ilusão
O descaso