terça-feira, 5 de abril de 2022

O destino é a liberdade

 O destino é a liberdade! E aqui fica determinado pelo @kaus.total que assim seja. Apoie o Projeto Tropikaus no Apoia-se, link no perfil do Kaus. Que a arte nos ferramente, arme e leve aos ondes queremos e podemos criar, estar, ocupar, viver. Cada vez que eu olho pra essa ilustração, vem verso, palavra, emoção, significado, pergunta ou resposta sobre cada um desses elementos, da persistência deles, trajetórias, inícios fins começos durantes prés pós marcos. Da variação da maré e as montanhazinhas firmes na água. Dos olhos atentos. Proema que já fiz dentro desse casco carro. Se o aceno é de chegada, despedida, comemoração, reconhecimento, oi no portão. Das viagens, que viagens? Aqui o gato dirige, a montanha é mar, o carro quebra quando quer, às vezes não tem viagem... O corpo prolifera criar-se dentro do casco carro, conhece seus movimentos, rangidos, calor, se camufla, se destaca, se alimenta, se concentra, se afugenta, se prepara e se espalha, assim como o kaus...

Áudio descrição da ilustração

 Ilustração estilo grafitti feita pelo Kaus como recompensa de apoio ao Projeto Tropikaus. Uma van azul, a Towner, viaja pela paisagem, vista pela lateral, indo para a esquerda. A van tem faróis amarelos e vermelhos, detalhes do exterior em preto, cinza, azul escuro e o interior cinza com vistas das janelas para o céu azul. Um gato marrom siamês de olhos azuis, inspirado no meu gato Tofu, dirige a van com a cabeça atravessando o teto, acenando com o braço pra fora da janela da frente e o rabo espiralado com listras pra fora da janela de trás. Uma pessoa, inspirada em mim, surfa no teto da van, sorrindo meio abaixada, com uma mão apoiada na van e outra mão fazendo sinal de paz e amor. Minha personagem é branca de cabelo curto preto, blusa vermelha, calça verde, alargador, cachecol e sapatos rosa. À esquerda, ondas do mar em tons de azul e branco encontram areia e montanhas em tons de bege, folhagem verde e um barranco marrom. Duas pequenas montanhas marrons estão dentro do mar. Há pontinhos brancos espalhados nas montanhas e na folhagem. Do meio para a direita, um grande sol amarelo surge de trás da van, O sol possui um olho azul de pupila preta e emana raios em forma de cinco faixas angulares. O céu é um tom de azul mais pastel do que as ondas, com a assinatura "Kaus, dezesseis do três de dois mil e vinte e dois". O chão é azul bem clarinho com a frase "O Destino é a liberdade! Projeto Tropikaus na Apoia-se"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Aí eu lembrei mais uma vez que esse lugar existe

 A solidão.

Não importa quanto amor exista

De onde

De quando

Feito de quê

A solidão é sólida

Feita de faca em ponta de murro

Invade os cortes

Complexos

Disformes

Desses caminhos quebrados

Contamina

O que a gente costuma chamar de elos

Teimosa

Silenciosa

Dá o murro, a faca e vai embora

Sem deixar rastro

domingo, 17 de outubro de 2021

O cliente tem razão

 É verdade.

Balança o dinheiro no ar e diz, sádica: quer? quer? vem pegar

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Arma, estrela, montanha, coisas

 Arma, estrela, montanha, coisas

Carinho, dinheiro, montanha de coisas

Carro, gasolina, cheiro de gasolina

Horário, dormir, exercício, trabalho

Lavar roupa

Sorrir

Pedir

Doar

Cuidar

Dor

Tempo

Valor, desastre, moral, destruição

Arma, estrela, montanha, coisas

Aposentadoria

A ponte

Que ponte?

Debaixo, caminho?

Grandes viadutos, estrada

Um saco para dormir

Casulo

Guardar de medo

Da arma

A humanidade

Conflito

Guerra

Ladrão

De acordo com a Tv

Quem é o ladrão

Do que merece

Do que conquista

Do que já foi

Do que será

Do sonho

E do irreversível

Do sonhar sozinho

Do não acreditar

Do sonhar junto

Do sofrer e do evitar a dor

Da pena que vale

Vale?


Mariana, vale

Qualquer lugar, arma

Estrada, construção

Pasto, boi, terra, bala

Mata secundária

Por debaixo triste, terra oca

Cheia de sangue

Ainda sonha

Com milênios

Sem nós

Veneno

Comida

Amar, viver, morrer, matar

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

+ temas

 Corporalidades na história

Perspectiva eurocêntrica na história da moda

Imaginários de gênero na construção das corporalidades > construção dos padrões de beleza de épocas

Figuras

Vênus

Zeus

Adão

Eva

Figuras agêneras e intersexo em culturas não europeias

Relação da forma corporal da figura (e do imaginário de gênero construído sobre ela) com poder sobre a existência - poder de fecundação - poder de gerar e tirar a vida - poder de despertar desejo - poder de controle social, persuasão

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Adolescência

 O jovem adolescente só escuta outro jovem. Quem não faz parte do seu clã ou por uma impressão não tem a menor ideia do que o jovem está passando não tem crédito com o jovem. Toda vez que eu disser jovem aqui, estou dizendo de uma forma genérica. Não tem como delimitar uma faixa etária específica, se é uma pessoa que está na puberdade, se tem uma vida adulta, se tem contas pra pagar... o que eu quero dizer com jovem é uma ideia de:

- O jovem se conecta com o jovem

- O jovem necessita de um pertencimento, ao mesmo tempo que também de uma identidade como indivíduo

- Necessita se sentir forte como indivíduo para estabelecer bases de auto estima, auto respeito e amor próprio, frente a novidades e inseguranças da vida em sociedade

- Necessita sentir-se pertencente a um grupo para sentir que suas inseguranças, dúvidas e medos são acolhidos

- Não se conecta com pessoas "do lado de lá" que dizem que seus medos e inseguranças não são válidos, ou são pequenos, e logo vão passar porque afinal, bordões:  isto é uma coisa da idade, não é muito, logo você vai ver que isso vai passar. Então automaticamente, sem fazer absolutamente nada, somente com o ganhar de anos, os medos e inseguranças vão sumir, porque eram absolutamente biológicos, hormonais, coisa da puberdade, coisas pequenas que você tem que superar e ponto, fica feio ser um adulto assim.

Se formos pensar numa adolescência delimitada pela puberdade e numa adolescência "tardia" para quem já se desenvolveu fisicamente para o que a biologia considera um humano adulto... Então a adolescência está limitada ao campo do desenvolvimento físico, apenas? Quem apresenta comportamentos típicos do que se afirmam ser comportamentos correspondentes ao de um adolescente, só que depois da puberdade, é "tardio". E se as dúvidas, medos e inseguranças ainda forem os mesmos? Não vai ter nada a ver com puberdade, chuva hormonal, transição física do corpo infantil para o adulto... vai se relacionar com outras mudanças, algumas possivelmente ocorrendo na própria característica física da pessoa, mas se relaciona principalmente com a malha social que a envolve.

Durante a "adolescência ideal", será que essa pessoa pôde viver e resolver todos estes sentimentos e acontecimentos que surgiram? Não seria um tanto pouco tempo para esperar que logo aos 20, 25 anos, já estivesse tudo bem resolvido na saúde física e na psique de todo mundo? Seria esperado então que um adulto não tivesse mais perguntas, mas sim as respostas. Que tenha lido todo o livro da vida já, que contém todas as prescrições de como viver e o que dá certo. E com base em que contextos de vida se espera que a estas e aquelas faixas etárias ocorram estas e aquelas coisas na vida de alguém? E por fim, para que finalidade estas questões que "atrapalham" as vidas serem "resolvidas"? Qual o interesse em colocar um ponto final em discussões e reflexões de identidade, pertencimento social, auto análise e desenvolvimento emocional?

Colocar um ponto final nas questões que surgem todos os dias é colocar um ponto final no conhecimento. É basear o conhecimento apenas na crença. Isto sim é oferecer uma compreensão "tardia" das questões que levantamos diariamente. Pois quanto mais se demora para avanças nelas, mais tempo se passa até que cada indivíduo encontre uma explicação satisfatória para si daquele problema, e não apenas uma resposta a qual foi indicado aceitar, na falta de outra.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O auto retrato

 O auto retrato na construção das identidades lésbicas e bi.

A ampliação de narrativas lésbicas e bi como fortalecimento do orgulho LGBTQIAP+.

Subjetividades lésbicas e as feminilidades.

E assim por diante...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Dia a dia

 Meu vizinho que toca berimbau.

Um estacionamento onde as almas depenadas se encontram para uma pausa sem olhares curiosos.

Baratinhas no chão, mortas faz dias.

Água mineral, fogareiro, camping, carro, ver a natureza. Ver fotos e muitas fotos do que se parece com a natureza. Alguma árvore, alguma grama.

Quais são as novidades do dia a dia? Um check-list:

Cama, comida, banheiro, computador.

Whatsapp, atalhos, check-list, itens inclusos, olá.

Segunda terça quarta quinta.

Sábado domingo segunda.

Aquela mancha no teto aumentou.

Aqueles riscos na parede escorreram mais.

Fechou a fatura.

Celular travou.

Me liga daqui a pouco.

Não me liga, tô comendo.

Chega disso hoje!

Tô descendo.

Daqui a pouco tô aí.

Tá fechado.

Tá funcionando?

Não chegou ainda, nem vai chegar, esse dia normal que era um tédio e agora parece um sonho.

Não vai voltar.

Ele ficou lá atrás.

E agora são só outros dias normais de um novo normal difícil de engolir, como um comprimido grande que não cabe na garganta, mas nós engolimos o velho normal sempre, não foi? Todos aqueles velhos dias antes do novo. Engolimos como um remedinho pequeno com um copo de água. 

Então, logo a gente se habitua a essa nova marca de normal, com uma dose a cada 12 horas. Precisa tomar seu normal hoje para a vida melhorar. Não perca. Alívio imediato. Café da manhã, almoço e jantar incluso. A entrega é grátis. Vômito de brinde. Leve o anti ácido com desconto. Aproveite e leve o analgésico, para a dor na garganta. Se funcionar, leve mais 5. Se não funcionar, leve 10 pague 15 com esse cupom. Experimente o novo normal. Disponível nas mais caras drogarias. Não espere um comercial mais curto, não vai ter. Temos todas as frases de efeito comercial, uma delas é a perfeita pra você. Volte sempre e continue agonizando conosco.

Então, essas são as novidades.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Confesso que voltei aqui

Confesso que estou confessando ter voltado aqui.

Nesse barril sentimental de ácido.

Fazer mais um drama.

Evitar ir pra cama.

Fazer mais um verso, uma prosa

Conversar com o computador

Brincar de prova

Soltar as palavras

Que não me deixam dormir

Porque não se formam

Elas rodam

Querendo provar algo, no escuro

Adiando o banho

Esperando o sossego tão sonhado


Meu amigo teclado,

Agradeço a companhia

Nesses 300 dias de calor e frio

Procurando alegorias pra entender essa coisa

Que é uma doença nova

Mas bem antiga, bem conhecida

Bem batida

Que é a inércia

A negligência

A ilusão 

O descaso


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Oi @, sonhei que...

 Sonhei que a gente tava no motel. Mas era uma burocracia na recepção. Parecia uma sala de espera de consultório. Parecia gente com uniforme hospitalar justificando a demora.

Sonhei que estava na sorveteria. Não sei se sonhei isso mesmo.

Sonhei com a minha casa nova.

Tive um dejavu sobre atender no whatsapp, sobre as crianças, sobre os bêbados, sobre dar o fora daqui, sempre.

Você mordia a ponta da minha coxinha, eu ficava brava. 5 anos depois. De novo: a ponta da coxinha caiu no chão, mas fui compensada. Sonhei que encontrava as respostas na outra. Na outra coxinha que ganhei. Na ponta dela. Na que caiu no chão. Na metade dela. Sonhei que eu era metade dela, mas ela era inteira.

Sonhei com a sua mecha azul. Fiz um desenho. Sua irmã era malvada. Era uma viagem pra montanha. Dei em cima de todo mundo. Me culpei. Tomei vinho e dei risadas com a irmã malvada. Te enviei mensagens. Precisava levar alguém de carona pra sua casa. Mentira, não precisava, estava interessada na conquista. Te mandei carinhos. Demos risadas. Evaporou...

Sonhei que te botava pra dormir e dava um beijo de boa noite na tua testa. Sonhei que abria aquele vinho guardado há meses. Foi? Sonhei que te encontrava no bloco de Carnaval. Que a vida era assim, que não era problema um jantar com dez pessoas. Sonhei que você era simples, não sei se acordei.

Sonhei que ouvia um podcast, e você também. E a gente tinha tanta coisa em comum... Não sei nem dizer o quê.

Não sei se sonhei com você. Se tava mesmo dormindo naquela hora. Se tinha uma ideia envolvida, se imaginei, o que acontecia. Se olhei a tua foto, se te vi, se ouvi a tua voz, se te esqueci. Sonhei que não era uma vaga lembrança, um mero desejo por outro corpo colado com o meu. E se fosse, sonhei que tudo bem, que você pensava assim também. Que te encontrava e conversava por horas e horas. Que roubava sorvete do seu potinho com a colher. Que te levava pra tua casa, eu ia pra minha e não casava. Que "a gente" podia existir e não seria um clichê lésbico, ainda bem. Que era lúcido e responsável, o que eu admirava. Que não conduzi minha emoção, que mais um pouco me apaixonava. Que só por ser admirável eu casava um dia. 

Eu e ela estávamos ali encostadas na parede...

Não me recordo se eram horas, dias ou meses

Sonhei que eu encontrava paz

Sonhei que meus fragmentos eram eu

Não sonhei mais com ela

Acordei várias vezes e escrevi uma coisa sentimental, era isso aqui.

domingo, 1 de dezembro de 2019

A história da história nem um lance nem romance

O chato é que nunca tive nem vou ter nenhum "lance ou romance" com você, mas tudo bem. Mais chato é que você me dispensou com uma tremenda educação que eu nunca vi antes. Me levou, me levei a crer que você deva ser uma pessoa legal mesmo. Só que sem saber muito bem o quanto e como. Afinal, te conheci pouco ou quase nada.

Neste ponto, começa uma história só minha e de mais ninguém.

Guardei uma imagem à qual foi fácil recorrer quando a imagem da vida atual não pareceu suficiente, emocionante. Uma história mais empolgante de se contar do que uma simples sequência de equívocos.

Por várias vezes, um carteiro à minha porta com uma encomenda sem destinatário. Abro o pacote, um roteiro mal escrito, no qual o herói é traído, levanta sua fúria e mata. Não diz quem ele mata, mas o verbo é matar. Levo a história comigo, estimo, alimento e insisto em buscar trama, ápice e desfecho melhor. Envio ao remetente e aguardo o retorno revisado. Sucessivamente. Trabalho inútil. Procurando perspectivas em um prisma no escuro.

Agora, me sinto como quem tropeçou no próprio sapato. Não tem história, não tem carteiro à porta. Não tem por que colocá-la como peso sob a roupa de festa. Devolvi a história não lembro para quem, para onde nem quando. A suposta história sem capítulos. A morte do personagem. O personagem era raso com a desculpa de ser um tanto enigmático, apaixonante, fácil, perfeito. O que seria dela se vivesse?

Me petrificava a possibilidade de aparecer qualquer informação que acabasse com a minha gloriosa epopeia. Qualquer interferência que questionasse a necessidade dos cavalos, da batalha e dos cabelos ao vento. Que entregasse a sua característica enigmática como apenas o limite do meu roteiro defeituoso. Caminhei com a história até meu sapato velho e rasgado virar fiapo. Levei ela a casamentos, aniversários, funerais, inagurações, seminários, à praia, voltei para casa. Fui à festa descalça, me vi vulnerável. Nem papéis, nem delírio criativo, nem o sapato em que tropecei. Sobrou a história da história. Contei aos amigos. Incrédulos, continuaram a tomar suas bebidas. Mal contada, não fez sucesso de público.

Ainda é amedrontador encarar que você exista, porque você não fez parte dessa história. Ninguém fez. Porque você é de carne e osso, não é personagem. E nem soube que houve uma história. E eu não sei quem é. Fica uma vontade tentadora e irresponsável de convidar esse estranho para entrar na minha casa bagunçada. Passa e volta. E mais uma vez parece um amor meu pela ficção.

Você está recebendo essa versão em primeira mão.
É a melhor versão da história da história até agora.

sábado, 18 de junho de 2016


sexta-feira, 17 de junho de 2016



quarta-feira, 8 de junho de 2016


terça-feira, 7 de junho de 2016


segunda-feira, 6 de junho de 2016


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sobre morar em São Paulo, de novo

Não aguento mais esse assunto. Esse entretenimento de sofá do paulistano.
Master Chef.
Novos seriados que são o máximo.
Notícia do menino refugiado.
Livro de colorir.
Lojas e feirinhas de tudo importado da China.
Comida cara e ruim.
Toma cerveja Duff porque é do Homer.
Paga pau pra tudo que é dos EUA.
Fotos panorâmicas dos prédios.
Bike do Itaú.
Cinema do Itaú.
Praça do Itaú.
Vou dizer o que rima com Itaú.

Você trabalha o dia inteiro pra no final ter essa diversão meia-boca?
E ainda acredita que a cidade pode melhorar só porque fizeram ciclovia por aí?
A grana que gasta com diversão vai de volta pro bolso do teu patrão.
Das inúmeras listas do BuzzFeed sobre São Paulo, você não vai fazer metade porque não tem tempo.
É só empolgação.

Mas sempre tem uma pessoa que cai nesse conto.
Que é a cidade do trabalho, da oportunidade, da diversidade.
Que bonito!
E da burocracia.
E da pirâmide social.
E do lotado pra tudo.
De gente passando necessidade O. TEMPO. TODO. NA. SUA. FRENTE.
Não faz mal.
Desde que esteja tudo bem comigo, minha família e meus amigos,
Ser desumano não faz mal.

Eu vejo gente suando pra conseguir expor numa feira paga. Eu vejo gente tirando as tripas do salário pra morar no centro. Eu vejo gente feliz quando é promovida ou contratada por uma "boa empresa". Gente estudando pra isso. E se divertindo nesses lugares.
Gente acreditando no conto da exploração.
Gente que não tem opção além de trampar pelo dinheiro do arroz e feijão.
E gente que tem opção e continua caindo no conto.
Que teve informação, teve dinheiro, teve estudo, e quer continuar fazendo parte disso.

São Paulo tem todo tipo de gente.
Mas quanto menos dinheiro você tem, menos gente você é.
Se você nunca foi promovido ou sequer contratado, ou não está "apresentável", nem um bom dia você recebe. Nem entrar na padaria você pode sem ser vigiado.
Se você já foi promovido, contratado, apresentável, aí é você quem vai vigiar os outros, vai ter medo, proteger suas conquistas.
Vai finalmente chegar no topo, ficar por cima da carne seca.
Vai ter valido a pena.
NÃO VAI.

São Paulo é o seu pai e você só desce pro play quando ele quer.
Você não vai crescer, vai inflar e depois murchar.
Vai ser contratado, promovido, alugar um ap, depois outro mais caro, e quando não precisam mais de você... pá!
Despedido, despejado, destratado, desumanizado.
Não vai ter a revolução do Haddad, nem do Datena, nem do prefeito das meninas super poderosas.

Se ainda depois de ler tudo isso, você acha que o importante é a cidade multicultural, diversa, papo de oportunidade, efervescência, trabalho ajuda as pessoas e etc. e não tem o que fazer sobre quem tá sendo explorado, vou considerar você como parte dos burros que souberam a verdade e fingiram que ela não existia:

SÃO PAULO É TUDO DINHEIRO, BUSINESS, CRUELDADE, NÃO HÁ DIVERSÃO.
A ÚNICA OPORTUNIDADE QUE EXISTE AQUI É A DE SER EXPLORADO.

Não, não venha pra cá.
Sim, São Paulo exclui.
Quanto? Muito.
Vezes infinito.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015