domingo, 29 de março de 2009

Não se dá ao luxo de chorar no cotidiano. Porque já passou da hora ou porque é perda de tempo e precisa dormir. Precisa acordar cedo, estudar, estudar. Precisa sair e ver um enorme nada a torná-la pequena.

Estou na calçada: o que ela quer fazer? Vamos sentar ali no gramado. Com um gesto das mãos, a calçada se transforma. Está procurando no lugar errado? Está mudando sua mágica de transformação? Conhece e perde.

Irrita-se com a oscilação entre sonho e realidade. Na tomada de consciência da parte mais confortável do sonho, está acordada. Pressão. Se entende? Finge que está ouvindo. Finge questionar. Não está mais aí.

2 comentários:

the taste of ink disse...

Me lembrei do Johny Cash cantando Hurt.

Anônimo disse...

As vezes, nem dá tempo pra chorar...
Mundo-pressa.
S