segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Reprise


Estou bêbada de água. O frio me resfriando. Entrei num ônibus, fui ao centro da cidade. Quase deserta – não! Sem graça nenhuma.

Algumas palavras começam a se esgotar. Então, as sensações tomam o lugar delas. Não me sinto bem no Café do Teatro, não me sentiria no show de uma banda do passado. Não restaram tantos contatos, pouca coisa me pertence por aqui. Estou mesmo sozinha.

Nada 24 horas. Nem passei no largo. A famosa rua dos encontros e suas lojas destruídas, queimadas enquanto estive lá. Presenciei esse dia, faltei muitos outros. Somente o Simão e algumas vozes. O snooker ao qual nunca fui, esperança de encontrar alguém conhecido e outras lembranças erradas.

Me dou conta de que já tenho lembranças de lá, além das daqui. Quase vejo a Juli, o Latorraca, o amigo da Mayara. Rostos notáveis e impossíveis de estarem ali. Quase vejo todos e ninguém. Mal consigo procurar um rosto no Café. Saí logo.

De que valem os rostos conhecidos se não são pessoas de verdade? Quero amigos perto, independente da distância física. Daqueles que vão para onde quisermos e ajudam a escolher o destino. Que diferença faz de onde sou, de onde são eles? Se não voltamos para casa...

Me sinto mais segura longe dos rostos.

"Esses capítulos reais, amiga não reprisam mais." Vide Ludov.

Um comentário:

Felipe disse...

.__. sumiu o meu comentário.